
Ana Letícia Pereira Sousa
Bianca de Carvalho Velloso
Carolina Maria Rodrigues da Costa
Apresentação
A Semana da Demografia da Unicamp é um evento anual organizado pelos discentes do Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGD), que conta com a colaboração de alunos da graduação de diversas áreas e professores e professoras vinculados ao PPGD. O objetivo geral do evento é promover a divulgação científica através da interlocução entre discentes, docentes, pesquisadores, movimentos sociais e a sociedade civil. Nesse sentido, busca-se dar destaque às pesquisas de estudantes de graduação e pós-graduação, bem como à atuação de profissionais da área, e engajar as comunidades acadêmica e externa por meio de práticas de divulgação científica, extensão, diálogo e participação ativa de movimentos sociais.
Em sua IV edição, ocorrida entre os dias 06 e 10 de abril de 2026, a Semana da Demografia da Unicamp teve como tema “Demografia dos invisibilizados: fortalecendo presenças que escapam”. A temática foi proposta com o intuito de promover diálogos entre pesquisadores(as) e sociedade civil a respeito de grupos populacionais que são sistematicamente invisibilizados socialmente, politicamente e, sobretudo, nas estatísticas oficiais. Acreditamos que esses diálogos são potentes para formulação de políticas públicas que levam em conta diferentes vozes no processo de construção de direitos e cidadania, além de ampliarem a forma como compreendemos nossa sociedade e suas dinâmicas demográficas.
Na IV Semana da Demografia foram realizadas quatro Mesas Redondas (MRs), todas formadas por um(a) docente do Departamento de Demografia (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas/Unicamp) como debatedor e por três palestrantes, sendo um(a) pesquisador(a) da
área de Estudos de População, um(a) pesquisador(a) de áreas correlatas e um(a) membro(a) de organizações da sociedade civil, fomentando a interdisciplinaridade que a demografia exige e que é um dos cernes do evento. As MRs tiveram as seguintes temáticas:
- Das estatísticas à sala de aula: revelando os rostos e vozes ocultas da EJA;
- “Eu não me vejo nesses dados”: entre a pluralidade de identidades e a reprodução de invisibilidades da população LGBT+;
- Infâncias em foco: o elo entre pesquisa, política e território;
- Entre o lar, a rua e o app: esferas da precarização do trabalho no Brasil.
Além disso, foram realizadas três palestras. Na palestra intitulada “O Brasil como novo destino para refugiados do Sul Global”, propôs-se abordar a questão do refúgio no Brasil, atentando-se aos novos fluxos migratórios que inserem o Brasil na rota das migrações internacionais como destino migratório possível no Sul Global. Com o tema “Racismo ambiental e crise climática”, a terceira palestra prôpos um diálogo entre a agenda antirracista e a agenda climática, discutindo como os impactos ambientais no Brasil são atravessados por desigualdades raciais estruturais. Encerrando o evento, a quarta palestra teve como título “Os sentidos de identificar as trajetórias e contar os que vivem em situação de rua”, que teve como objetivo compreender o perfil da população que vive em situação de rua, sobretudo quanto aos motivos que os levam a ela, com o intuito de problematizar os preconceitos e sensos comuns que são reproduzidos sobre esse grupo.
A IV edição do evento contou com 10 Sessões Temáticas (STs), para as quais foram submetidos 63 trabalhos. Foram aceitos trabalhos de discentes em distintos níveis de formação, de graduandos a pós-graduandos, de diversas áreas e instituições do Brasil. Além disso, foram ofertados quatro minicursos, ministrados por discentes da Unicamp, em sua maioria do Programa de Pós-Graduação em Demografia. Sendo eles:
- Cartografia da Educação;
- Mapeando a Diversidade: fontes de dados e índices sociais nos estudos de sexualidade e demografia;
- Introdução ao R;
- Fontes de Dados Históricos na Demografia.
Além das MRs, STs, palestras e minicursos, esta foi a primeira edição do evento na qual desenvolvemos atividades de extensão, cujo projeto foi intitulado “Demografia em comum: diálogos extensionistas entre universidade e sociedade”. As atividades extensionistas foram desenvolvidas com o objetivo de ampliar diálogos para além da academia; potencializar os debates a respeito dos temas abordados nesta edição; integrar a universidade com as demandas e problemas das comunidades; e fomentar a construção de projetos que tenham os discentes da pós-graduação, da graduação e a sociedade como protagonistas.
A primeira atividade consistiu em uma mesa de abertura que fomentou o debate sobre extensão universitária, a experiência da curricularização na graduação e os seus potenciais na pós-graduação. Em parceria com a Prefeitura Municipal de Campinas, foi desenvolvida a segunda atividade, uma oficina educativa e reflexiva direcionada aos trabalhadores da assistência social do município, intitulada “Do Dado à Ação: Caminhos para o Trabalho com a População LGBT+ na Assistência Social”. A terceira atividade, realizada em parceria com a OSC Minha Campinas e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), foi o piloto de um projeto maior da OSC, o “LabPop”, que tem como intuito de desenvolver tecnologias sociais que promovam e fortaleçam a participação política de grupos marginalizados.
O evento contou com 519 pessoas inscritas, dentre os quais membros da comunidade acadêmica – da Unicamp e outras instituições – e externos à universidade. Destaca-se que com relação à III Semana da Demografia, houve um aumento de cerca de 54% na quantidade de inscrições, um número expressivo e que evidencia a consolidação do evento.
No que concerne ao perfil das pessoas inscritas e às suas ocupações, expressa na Figura 1, 32% declarou ser discente de pós-graduação e 27% de graduação, enquanto 3% são demógrafos(as) e 13% profissionais de outras áreas. Destaca-se o percentual de 9% de estudantes do ensino médio, que são de uma escola pública de Monte Mor e cuja participação
se deu através do interesse de um discente de graduação em estabelecer diálogo entre o evento e a instituição, na qual também atua como estagiário.
FIGURA 1 – Distribuição das pessoas inscritas na IV Semana da Demografia, segundo ocupação

Fonte: Elaboração própria.
Dentre os(as) discentes de pós-graduação, foram mencionados vínculos em 41 instituições de ensino, sendo a Unicamp a principal (44%), seguida da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), às quais há, respectivamente, 12% e 5% de discentes vinculados (Figura 2). A ocupação e o vínculo das pessoas inscritas revelam que a Semana da Demografia tem alcançado o seu objetivo de promover diálogos com outros campos do conhecimento, aumentando, a cada edição, os(as) participantes de outros cursos de pós-graduação da Unicamp e de distintas instituições.
FIGURA 2 – Instituição de vínculo dos(as) discentes de pós-graduação inscritos(as) na IV Semana da Demografia

Fonte: Elaboração própria.
Dentre os(as) discentes de graduação, foram mencionadas 28 instituições, repetindo-se a Unicamp como principal (63%). Na sequência, destaca-se a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), ambas contemplando 4% das pessoas inscritas (Figura 3). Nos dois níveis de ensino é pertinente ressaltar os vínculos com instituições que não se localizam em Campinas ou no estado de São Paulo, que reforçam a importância das transmissões online das atividades.
FIGURA 3 – Instituição de vínculo dos(as) discentes de graduação inscritos(as) na IV Semana da Demografia

Fonte: Elaboração própria.
Em suma, entre resumos expandidos e artigos completos, os anais da IV Semana da Demografia da Unicamp contam com 45 trabalhos publicados, divididos em 10 STs. Destaca-se que em sua primeira edição o evento contou com 16 publicações e nas seguintes aumentou para 26 e 29, respectivamente. Os números evidenciam o crescimento e o maior alcance da Semana da Demografia a cada ano. Agradecemos aos(às) autores(as) por terem compartilhado suas pesquisas e pelo envio dos trabalhos que compõem estes anais.
Deixamos nossos agradecimentos ao apoio dado pelo Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” – Nepo/Unicamp e do IFCH; à Coordenadoria de Eventos, Extensão e Difusão (CEEDI/IFCH), pelo suporte técnico e apoio financeiro para o desenvolvido das atividades extensionistas; aos(às) docentes, pesquisadores(as), mediadores(as), membros(as) dos movimentos sociais e aos(as) convidados(as) que contribuíram para a construção dos diálogos e reflexões propostos nesta edição; à Prefeitura de Campinas, à Minha Campinas e ao Cemaden que estiveram conosco na elaboração e desenvolvimento do projeto de extensão; aos(às) inscritos e participantes do evento, pela presença e audiência nas transmissões online; e aos(às)
pesquisadores(as) que submeteram e apresentaram trabalhos nas STs. Um agradecimento especial aos(às) servidores(as) do NEPO e IFCH, que cuidaram da edição dos Anais e das transmissões nos canais institucionais do YouTube e ao PPGD da Unicamp, pelo incentivo e apoio financeiro à IV Semana da Demografia.
SESSÕES TEMÁTICAS
ST 1 – DEMOGRAFIA DOS POVOS INDÍGENAS E AFRO-DESCENDENTES
Coordenadores: Danielly Nascimento e Thaynah Gutierrez
A proposta desta Sessão Temática é debater pesquisas que dão especial atenção às características e condições sociodemográficas da população negra, indígena e/ou quilombola. Esperam-se trabalhos concluídos ou em andamento que articulem a realidade dessas populações aos aportes teórico-metodológicos da demografia. Ou seja, trabalhos que considerem a forma como os diferenciais étnico-raciais afetam os fenômenos relacionados à fecundidade, nupcialidade, mortalidade, mobilidade espacial, políticas públicas, acesso à saúde, educação, meio ambiente e mercado de trabalho. Assim, buscamos acolher, sobretudo, discussões que, a partir de um olhar interseccional, consigam trazer luz às diferentes formas de resistência dessas populações, com o potencial de apoio à construção de políticas públicas que visem a promoção da equidade.
Sessões
ST 1 – DEMOGRAFIA DOS POVOS INDÍGENAS E AFRO-DESCENDENTES
ST 1 – DEMOGRAFIA DOS POVOS INDÍGENAS E AFRO-DESCENDENTES
ST 2 – DEMOGRAFIA HISTÓRICA
Coordenadores: Ana Julia Godoy e Ana Silvia Volpi
Esta sessão temática tem como objetivo criar um espaço para debater estudos que contribuam para o entendimento sobre os regimes demográficos vigentes no passado da população brasileira. Esperamos trabalhos que apresentem discussões teóricas e historiográficas sobre diversos temas interdisciplinares, a saber: gênero, tendências reprodutivas, arranjos familiares, experiências de mobilidade social e espacial; história econômica, história das famílias, demografia da escravidão, tendências e padrões de mortalidade, em diferentes momentos da história brasileira, ampliando o debate acerca da dinâmica das dinâmicas populacionais pretéritas. Serão aceitos trabalhos concluídos ou em andamento, que utilizem de métodos quantitativos e qualitativos para contribuir com os estudos da Demografia Histórica. Também são bem-vindos trabalhos de áreas correlatas, que utilizem fontes históricas de dados demográficos e discutam as condições das populações do passado.
Sessões
ST 2 – DEMOGRAFIA HISTÓRICA
ST 2 – DEMOGRAFIA HISTÓRICA
ST 2 – DEMOGRAFIA HISTÓRICA
ST 3 – POPULAÇÃO, GÊNERO E FAMÍLIA
Coordenadora: Ana Letícia Sousa, Marina Silva e Verônica Machado
Os processos de formação, ampliação, dissolução e recomposição das famílias, assim como as formas cada vez mais plurais de composição e construção de relações familiares, são os principais temas de interesse desta sessão temática. Visamos ampliar a discussão, mais especificamente, dos seguintes temas: dinâmica demográfica e as transformações nas famílias; gênero e reprodução; conflitos produção/reprodução; padrões de nupcialidade; demografia da infância e da juventude; relações e diferenças intergeracionais; família e políticas sociais; conjugalidade e parentalidade da população LGBT+, assim como o entrelaçamento entre sexualidade, identidade de gênero e as dinâmicas familiares; o trabalho do cuidado frente ao envelhecimento populacional e às desigualdades de gênero; territorialidades e família; e discussões teóricas ou metodológicas da perspectiva do ciclo ou curso de vida. Além disso, é encorajada a submissão de trabalhos que discutam a dinâmica familiar a partir dos seus entrelaçamentos com desigualdades de gênero, raça, etnia, sexualidade, identidade de gênero, classe e religião, compreendendo que a composição e as relações familiares são constituídas a partir de distintos marcadores sociais.
Sessões
ST 3 – POPULAÇÃO, GÊNERO E FAMÍLIA
ST 3 – POPULAÇÃO, GÊNERO E FAMÍLIA
ST 3 – POPULAÇÃO, GÊNERO E FAMÍLIA
ST 3 – POPULAÇÃO, GÊNERO E FAMÍLIA
ST 3 – POPULAÇÃO, GÊNERO E FAMÍLIA
ST 4 – FECUNDIDADE, COMPORTAMENTO, SAÚDE E DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS
Coordenadora: Juan Pablo Díaz e Giovanna Flores
O debate acerca da fecundidade, assim como o direito à saúde sexual e reprodutiva, são permeados por questões estruturais e individuais. Por um lado, fatores culturais, políticos e econômicos condicionam o modo como a sociedade pauta o debate e formula as políticas públicas de atenção à saúde sexual e reprodutiva. Por outro, o curso de vida, o contexto familiar, os diferenciais de acesso aos direitos sexuais e reprodutivos e as circunstâncias individuais produzem práticas distintas quanto à fecundidade, à saúde e à sexualidade. Assim, com o tema desta ST, buscamos ampliar a discussão com trabalhos que abordem temas como a mudança nos níveis de fecundidade nos diferentes espaços e períodos; o cuidado e a atenção à saúde reprodutiva e à prevenção de IST/HIV; as práticas sexuais e o planejamento reprodutivo; a adoção de métodos concepcionais e anticoncepcionais; a reprodução na juventude; a saúde sexual e o envelhecimento; a saúde materna; as demandas e especificidades da população LGBT+; o direito de acesso ao aborto seguro; as novas tecnologias reprodutivas; as masculinidades e sua relação com a saúde e a reprodução; as políticas públicas de atenção à saúde sexual; e as barreiras para sua efetiva implementação e igualdade de acesso aos direitos sexuais e reprodutivos.
Sessões
ST 4 – FECUNDIDADE E SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA
ST 5 – POPULAÇÃO, ESPAÇO, AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Coordenador: Jamila Paula Jardim, Yeda Carvalho, Juliana Angelo e Thaís Filipe Madeira
Esta sessão temática pretende reunir investigações que abordem as relações que se estabelecem entre os componentes da dinâmica demográfica e ambiente, a partir de uma perspectiva multidisciplinar. Dá-se abertura a estudos que levem em conta os efeitos da dinâmica demográfica sobre o ambiente, assim como os efeitos de processos ambientais sobre a dinâmica demográfica e sobre a qualidade de vida dos diferentes grupos populacionais. A ST visa ampliar as discussões relacionadas ao tema, aceitando estudos que tratem sobre: dinâmicas rural e urbana; poluição; condições de vida; industrialização e ambiente; ciclo de vida e dinâmica domiciliar em áreas rurais; população e consumo; população e mudanças climáticas; populações em situação de risco e/ou vulnerabilidade; políticas públicas e os processos de gestão ambiental; o processo de urbanização, com suas características e impactos; a dinâmica de ocupação de ecossistemas; as implicações socioambientais da redistribuição espacial da população brasileira; e as metodologias e técnicas de estudo da relação população e ambiente. Serão aceitas pesquisas concluídas ou em andamento.
Sessões
ST 5 – POPULAÇÃO, ESPAÇO, AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
ST 5 – POPULAÇÃO, ESPAÇO, AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
ST 5 – POPULAÇÃO, ESPAÇO, AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
ST 5 – POPULAÇÃO, ESPAÇO, AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
ST 5 – POPULAÇÃO, ESPAÇO, AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
ST 5 – POPULAÇÃO, ESPAÇO, AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
ST 5 – POPULAÇÃO, ESPAÇO, AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
ST 6 – MIGRAÇÕES E MOBILIDADES
Coordenadores: Theo Seligman, Amanda Balestrini, Luís Felipe Magalhães e Marcela Funtelas
Com a queda na fecundidade e a estabilização da mortalidade em níveis mais baixos em boa parte do mundo nos últimos tempos, a migração se torna cada vez mais um fator definidor de diferenciais de crescimento populacional. O comportamento dessa variável demográfica, por sua vez, se insere em um conjunto mais vasto de processos de ordem política, econômica, social, ambiental e, até mesmo, sanitária. Em escala global, uma sucessão de crises sistêmicas tem alimentado fatores de expulsão populacional sobretudo na periferia do capitalismo. Nesse cenário, respostas como o enrijecimento de políticas migratórias e demais barreiras – por vezes, até físicas – para a contenção do cruzamento de fronteiras internacionais são uma realidade principalmente em países do Norte global e expõem migrantes a rotas arriscadas por mar e terra e, por outro, insuflam os fluxos com origem, trânsito e destino nos países do Sul global como o Brasil. No âmbito interno, os padrões migratórios revelam as características da reorganização produtiva nacional e de novas dinâmicas demográficas. Esta ST, desse modo, se abre a propostas de discussão de caráter metodológico, estudos comparativos e conjunturais, proposições teóricas e demais contribuições que ajudem a compreender a
redistribuição espacial da população no Brasil e no mundo em suas diversas facetas e tempos históricos.
Sessões
ST 6 – MIGRAÇÕES E MOBILIDADES
ST 6 – MIGRAÇÕES E MOBILIDADES
ST 6 – MIGRAÇÕES E MOBILIDADES
ST 6 – MIGRAÇÕES E MOBILIDADES
ST 6 – MIGRAÇÕES E MOBILIDADES
ST 6 – MIGRAÇÕES E MOBILIDADES
ST 6 – MIGRAÇÕES E MOBILIDADES
ST 6 – MIGRAÇÕES E MOBILIDADES
ST 6 – MIGRAÇÕES E MOBILIDADES
ST 7 – FONTES, MÉTODOS E PROJEÇÕES DEMOGRÁFICAS
Coordenadora: Bianca Velloso, Theo Seligman, Camila Ferreira e Marcela Funtelas
A presente sessão temática tem como proposta fomentar a discussão sobre metodologia nas pesquisas populacionais em seus mais variados temas. Esperamos que os trabalhos submetidos à ST discutam as estratégias metodológicas adotadas em pesquisas concluídas ou em andamento com temas de interesse aos estudos de população. Destaque especial será dado para estudos que abordam debates sobre condições de obtenção, tratamento e qualidade dos dados, propostas de modelos estatísticos aplicados ou propostas metodológicas no geral. Trabalhos contendo técnicas de estimativas e projeções de níveis e estruturas dos componentes da dinâmica demográfica (mortalidade, fecundidade e migração), do tamanho, estrutura e composição de domicílios e de subpopulações específicas são igualmente bem-vindos. Pesquisas que tenham metodologia qualitativa ou metodologia mista também serão aceitas; da mesma forma que trabalhos de distintos recortes geográficos, comparativos ou não.
Sessões
ST 7 – FONTES, MÉTODOS E PROJEÇÕES DEMOGRÁFICAS
ST 7 – FONTES, MÉTODOS E PROJEÇÕES DEMOGRÁFICAS
ST 7 – FONTES, MÉTODOS E PROJEÇÕES DEMOGRÁFICAS
ST 7 – FONTES, MÉTODOS E PROJEÇÕES DEMOGRÁFICAS
ST 8 – POPULAÇÃO, SAÚDE, ENVELHECIMENTO E MORTALIDADE
Coordenadores: Bianca Velloso, Camila Ferreira, Giovanna Flores e Juan Pablo Díaz
Esta sessão temática tem como objetivo central debater estudos que abordem os processos de transição demográfica e epidemiológica que vêm ocorrendo no Brasil e no mundo. As transições mencionadas têm promovido mudanças significativas na estrutura de idade da população brasileira, assim como nos perfis de morbidade e mortalidade, trazendo novos desafios para a produção do conhecimento na área de saúde. Ao entender a saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, a discussão engloba múltiplas dimensões que condicionam o processo de saúde, doença, cuidados e morte às que a população está exposta. Dessa maneira, tem-se como prioritários assuntos como o estudo do processo de transição demográfica e epidemiológica; impactos na saúde do fenômeno de envelhecimento populacional e longevidade; diferenciais na vulnerabilidade de grupos populacionais frente aos riscos para a saúde e as condições de saúde como condicionante da vulnerabilidade social; as demandas específicas da população LGBT+ e a invisibilidade desse grupo no sistema de saúde; ambiente e saúde; desigualdades sociais e raciais da saúde; diferenciais no acesso aos cuidados da saúde; violências e acidentes. Para além disso, também são bem-
vindos trabalhos que objetivem absorver novas metodologias de análise qualitativa e quantitativa no eixo população e saúde.
Sessões
ST 8 – POPULAÇÃO, SAÚDE, ENVELHECIMENTO E MORTALIDADE
ST 8 – POPULAÇÃO, SAÚDE, ENVELHECIMENTO E MORTALIDADE
ST 8 – POPULAÇÃO, SAÚDE, ENVELHECIMENTO E MORTALIDADE
ST 8 – POPULAÇÃO, SAÚDE, ENVELHECIMENTO E MORTALIDADE
ST 8 – POPULAÇÃO, SAÚDE, ENVELHECIMENTO E MORTALIDADE
ST 8 – POPULAÇÃO, SAÚDE, ENVELHECIMENTO E MORTALIDADE
ST 8 – POPULAÇÃO, SAÚDE, ENVELHECIMENTO E MORTALIDADE
ST 8 – POPULAÇÃO, SAÚDE, ENVELHECIMENTO E MORTALIDADE
ST 9 – POPULAÇÃO, EDUCAÇÃO E TRABALHO
Coordenadores: Bianca Velloso, Carolina Costa, Yeda Carvalho, Camila Ferreira, Natália Trindade e Thaís Filipe Madeira
A proposta desta sessão temática é interdisciplinar, com especial atenção à articulação entre população, educação e mercado de trabalho. Ainda assim, aceitam-se propostas que tratem dos referidos temas isoladamente. Nosso objetivo é estabelecer um espaço de interação entre os estudiosos da área, de forma que possamos construir conhecimento coletivamente com os artigos. Destacamos como temas de maior interesse: demografia da educação, atendo-se ao papel da educação sobre a dinâmica demográfica; as relações entre população e políticas públicas voltadas à inserção laboral de populações vulneráveis socialmente; setor formal/informal e seus determinantes; geração e qualidade dos empregos; precarização e flexibilização do trabalho; renda e proteção social; emprego e configurações sociais; origem social e retornos ocupacionais da educação; mercado de trabalho e família; e educação, trabalho e ciclo de vida, além da aplicação de novas metodologias e técnicas que auxiliem na compreensão das dinâmicas laborais e educacionais.
Sessões
ST 9 – POPULAÇÃO, EDUCAÇÃO E TRABALHO
ST 9 – POPULAÇÃO, EDUCAÇÃO E TRABALHO
ST 9 – POPULAÇÃO, EDUCAÇÃO E TRABALHO
ST 9 – POPULAÇÃO, EDUCAÇÃO E TRABALHO
ST 9 – POPULAÇÃO, EDUCAÇÃO E TRABALHO
ST 10 – POPULAÇÃO, POLÍTICAS SOCIAIS E VULNERABILIDADES
Coordenadores: Carolina Costa e Natália Trindade
A Constituição de 1988 é, em teoria, garantidora de uma série de direitos fundamentais à população brasileira. Grande parte destes direitos são garantidos via políticas públicas e sociais. Com especial atenção às populações em situações de vulnerabilidade, a proposta desta Sessão Temática consiste em fomentar debates que articulem os estudos de população e políticas públicas tratadas em dado contexto sócio histórico e considerem os reflexos destas medidas sobre a dinâmica demográfica do país. Enfatizam-se estudos sobre infâncias acolhidas, população em situação de rua, população de baixa renda, pessoas com deficiência, entre outros. Ou seja, todos os indivíduos que, por razões sociais, têm seu direito à cidadania plena violado. Objetiva-se com essa sessão temática a troca e disseminação de informação sobre as pesquisas concluídas ou em curso, visando discutir aspectos que forneçam bases para a análise de políticas públicas, assim como ao planejamento e avaliação das mesmas.
Sessões
ST 10 – POPULAÇÃO, POLÍTICAS SOCIAIS E VULNERABILIDADES
ST 10 – POPULAÇÃO, POLÍTICAS SOCIAIS E VULNERABILIDADES
*Todas as Mesas-Redondas e Palestras foram transmitidas ao vivo e podem ser acessadas através do canal no YouTube do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).
Organizadores
Ana Julia Godoy Oliveira
Ana Letícia Pereira Sousa
Bianca de Carvalho Velloso
Caio Sommerhalder Miike
Carolina Maria Rodrigues da Costa
Danielly Karoline Sá Alencar Nascimento
Isabelle Masson dos Santos
Jamila de Paula Jardim
Juan Pablo Montaño Díaz
Rafael Malaman Pfleger
Theo Seligman
Yeda Endrigo Rabelo de Carvalho

